Os testes de compatibilidade com browsers verificam as páginas de um website ou app em várias versões de programas, dispositivos, e plataformas, com ou sem o uso de plugin. Pode-se por meio deles avaliar um aplicativo online em situações de uso próximas às da maioria dos usuários e verificar como aparecem em cada uma.
O público online usa ampla variedade de browsers e plataformas, com diferentes configurações e recursos, que interpretam à sua maneira os padrões web. Muitos interpretam os códigos de programação de cada página de modo inconsistente. Felizmente, as especificações em desenvolvimento do HTML5 facilitam a compabilidade entre programas e o desenvolvimento em geral, mas até sua aprovação final é importante fazer regularmente estes testes, antes e depois do lançamento de websites e plataformas online.
O ajuste do código, levando em conta cada navegador e o uso de padrões web para definir o layout e a programação, ajuda a contornar os problemas causados por estas diferenças.
Para permitir a percepção do uso em várias configurações, é importante testar cada modelo de página nos principais browsers, plataformas e dispositivos. Pode-se assim garantir com mais segurança o acesso apropriado da maior parte dos usuários ao website.
A programação deve ser também compatível com versões antigas dos navegadores, na medida em que os usuários se preocupam cada vez menos em atualizar suas versões dos navegadores e programas adicionais, como plug-ins.
De qualquer forma, mesmo que o código não funcione perfeitamente em uma plataforma ou programa, é importante que ao menos a estrutura da página e seu conteúdo se mantenham estruturados em diversos programas de acesso.
Atividades relacionadas
■ Pesquisar os browsers mais utilizados pela maioria dos usuários nas etapas iniciais de desenvolvimento do website ou aplicativo, em estatísticas de acesso gerais da web e de site já existente; pesquisar também o perfil dos equipamentos dos usuários mais frequentes de uma interface específica.
No terceiro trimestre de 2014, 95% dos tablets vendidos no Brasil rodavam o sistema operacional Android. Cerca de 78% custavam até 500 reais, sendo 51% abaixo de 300 reais. Dos 2,3 milhões vendidos, 88% possuem telas de até 8 polegadas, tamanho menor do que o padronizado pelo modelo clássico do iPad, da Apple, de 9,7. (Convergência Digital, dados IDC Brasil)
■ Estabelecer as situações de uso prioritárias, criar parâmetros e valores para a avaliação; fazer o mesmo para as situações de uso secundárias e estabelecer os valores (notas) mínimas aceitáveis.
■ Testar a interface em diferentes versões de:
■ Programas navegadores (Internet Explorer, Firefox Mozilla, Chrome, Opera, Safari, em diversas versões, Jaws para pessoas com deficiência visual).
Nos programas navegadores, é importante verificar:
■ Se as páginas são compreensíveis sem uso de JavaScript.
■ Se é possível navegar sem o uso de plug-ins.

■ Se é possível navegar sem visualizar imagens.
■ Se é possível navegar num browser específico.

Sites como WebPageTest e ferramentas como Microsoft Expression e Dreamweaver permitem a visualização de previews de websites em diferentes browsers, para a resolução imediata de problemas e diferenças no modo de visualização dos layouts.
■ Sistemas operacionais (PC, Mac, Linux, Chrome, Android), se possível, em diversas versões de cada.
■ Dispositivos, inclusive em aparelhos móveis (especialmente iOS e Android) ou emuladores. Como nos computadores pessoais, deve-se escolher os aparelhos mais populares para realizar os testes. Serviços como DotMobi Virtual Developer Lab, proveem acesso a diversos dispositivos móveis.
Dispositivos móveis têm usado versões compactas dos browsers para desktop, o que facilita os testes, muitos dos quais podem ser feitos simplesmente com a redução da janela no computador e a setagem do CSS para dispositivos móveis. Testes mais aprofundados exigem o uso nos próprios dispositivos, para simular a experiência real, especialmente crítica em relação aos espaços de toque entre links e botões.
■ Avaliar os resultados de acordo com as referências criadas inicialmente.
■ Analisar o código do website e fazer os ajustes necessários para garantir a compatibilidade nas principais situações de uso. É importante também considerar os custos de desenvolvimento das soluções compatíveis, de modo que fique dentro das estimativas de custo do projeto.
Para o ajuste de JavaScript e código backend, pode-se usar o Selenium, sistema para testes de apps web que pode controlar diversos browsers, simulando a experiência dos usuários reais e permitindo melhor avaliação do uso. (1)
■ Verificar a compatibilidade com browsers em sites como BrowserShots ou Browser Stack.
■ Verificar a compatibilidade em dispositivos móveis em sites como mobi.Ready, W3C mobileOK Checker, TAW mobileOK Basic.
(Atualizado em 27.4.2015)
Referências
→ HTML&CSS suport (findmebyIP, acesso em 14.4.2013)
1) Tips on cross browser web testing, de Justin James (TechRepublic, acesso em 15.11.2011)
→ 55 Google website optimizer tips and tricks – dicas sobre o uso do Google Website Optimizer (Conversion Rate Optimization, acesso em 7.12.2009)
→ Should web developers keep up with browser statistics? (TechRepublic, acesso em 26.8.2008)
→ CanIUse – tabelas com informações atualizadas sobre compatibilidade de browsers a tecnologias web front-end para desktop e browsers de dispositivos móveis (acesso em 25.7.2014)
→ test everything! – ferramenta para teste de websites na validação do código, em SEO, em mídias sociais e outros recursos (B2B, acesso em 8.12.2008)
→ WebPageTest – ferramenta para teste em diversos browsers
→ Testing web applications with multiple browsers (TechRepublic, 7.1.2008)
→ Browser Shots – programa que faz captura de telas de sites em diferentes versões de browsers